terça-feira, 3 de julho de 2012

A Rainha das Botelhas (de Alma Welt)


Secretamente rainha coroei-me,
Auto-proclamada entre as paredes
Deste velho casarão onde criei-me
E solitária eu reino, como vedes.
Senhora e dona de minha fantasia
A mim permito os mais amplos poderes
E os exerço em nome da Poesia
E sua legião de estranhos seres.
Bah! Abanem a cabeça e riam baixo,
Mas garanto que ao passar entre os peões
Tocam eles os chapéus de barbicacho...
E se Infanta já tinha o meu lugar,
As botelhas que vivem nos porões
Enquanto desço as percebo prosternar...