Máscara Báquica- desenho de Guilherme de Faria, 1966, acervo do Banco Central do Brasil
Máscara Báquica (de Alma Welt)
Na Vindima máscara eu sempre uso
Coroada c’umas folhas de parreira
E a peonada aqui acha confuso
E a custo aceita a brincadeira
E demora a saudar o Baco em mim
Pois a patroinha ainda vigora
Com o respeito que me cabe assim,
Que o mito da princesa corrobora.
Mas durante as festas me embriago
Como ninfa antiga e, pois, bacante,
E na minha imagem faço estrago
Que no dia seguinte recomponho
Com o passo meio aberto, claudicante,
Rezando pra que tenha sido um sonho...
