quinta-feira, 8 de março de 2012

A Bacante (de Alma Welt)


Bacante- desenho de Guilherme de Faria, 2012, 75X52cm

A Bacante (de Alma Welt)

Durante os nossos festejos da Vinha
Coroada das folhas de parreira
No trono, uma espécie de cadeira
Pra saudar os belos frutos de gavinha

Começo por provar meu próprio vinho
O que da exaltação é o segredo
Quando então o próprio deus eu adivinho
Entre os peões que lidam no vinhedo.

Bá! Serei franca: eu me embriago
Porque nesse dia pelo menos
Cessa o requinte do comedido trago

Pois Dioniso bêbado acha graça
E me quer rolando sobre os fenos,
Sua bacante nua e tão devassa...